mães 2.0

22 Feb 2010 In: ser mãe, ser pai

Mais mídia: a Letícia, dos Pelos Cotovelos e Cotovelinhos, apareceu em matéria do Estadão sobre as mães 2.0, Vida digital: mães blogueiras. Achei a matéria muito interessante, apesar de curtinha :)

Quando fiquei grávida comecei a ver todo esse universo materno que existe na web. Tem de tudo, para todos os gostos, o que é fantástico. Tem muita informação boa, muita mãe (e alguns pais) que escrevem sobre suas experiências e dilemas, e são dicas valiosas para quem começa nesse mundo. Por exemplo, eu lembro até hoje do blog da Rô como um dos primeiros que eu comecei a ler e acompanhar. Coisas que eu nunca tinha parado para pensar, por exemplo, sobre que tipo de carrinho comprar, ela falava a respeito e dividia a experiência dela com os leitores.

Revistas especializadas, reviews em sites, tudo isso ajuda, mas ouvir uma mãe ou pai falar sobre a sua experiência, dá um outro tom ao discurso. Mesmo sem conhecer a pessoa, a impressão que temos é que uma amiga chegada está lá, compartilhando com a gente.

Sem dúvida que essa corrente materna tem uma grande força política e econômica, e eu acho isso fantástico mesmo. Discussões sobre o parto normal, amamentação, consumo, alimentação, tudo ganha um outro nível de amplidão com a web.

E indo além, acho o máximo ver as iniciativas comerciais ou não comerciais que nascem e/ou se fortalecem na web. Foi pela web, por exemplo, que eu fiquei conhecendo o Cinematerna, as blusas de amamentação da Flávia, a iniciativa do Gama, entre outras muitas coisas. Tudo isso acaba ganhando a mídia convencional, um momento ou outro, mas a gente sabe que a velocidade é bem diferente. E que sorte a nossa ser mãe nesses tempos :)

Vi o post da Rô sobre a matéria da Veja e me diga, alguém realmente acha bonito menininhas de 2, 3 anos vestidas dessa forma, com maquiagem e sapato de salto? (Claro, as mães dessas menininhas, né).

Afffff

Acho até injusto citar o Ronaldo Fraga e a Isabela Capeto na mesma matéria. Apesar dos valores altos, os dois estilistas fazem peças lindas e para crianças.

Se é para gasta uma grana, tem tanta coisa mais linda do que produzir uma réplica de adulto :P

11 meses e os dentes

12 Feb 2010 In: Alice

Alice fez 11 meses esta semana! Para comemorar, novo dentinho. Para mim, era o sorriso banguela mais lindo do mundo. Agora virou o sorriso banguela com apenas 3 dentes mais lindo do mundo :)

Novo dente, novas frutas ao cardápio: caiu de boca na melancia, na manga e na ameixa. Botou o dentão novo para trabalhar. Docinhas e fresquinhas, para combinar com o calorzão da semana. Se lambuzou e adorou!

Nossa pequena está profissa na arte de engatinhar, rapidinho vai para tudo quanto é lado. Escala o sofá e agarrada sai andando, dando seus passinhos trôpegos. Anda cada vez mais curiosa e acha muita graça de fingir que vai dar os brinquedos para a gente, para no instante seguinte puxar para si.

No banho, já não cabe mais no balde. Agora toma banho sentadinha na banheira, brincando com os bichinhos de borracha que soltam bolhinhas na água.

Coisa mais gostosa, chegar em casa e ver aquele sorrisão banguela de 3 dentes (logo o 4º aparece por aqui!).

(imagem by My Milk Toof – para quem não conhece, vale a pena. O blog é muito fofo!)

Para quem ficou interessado na polêmica televisão e bebês e quer ler sobre algumas pesquisas, seguem alguns links que achei interessantes:

(Já aviso que nenhuma destas matérias vão falar exatamente bem sobre a relação bebês e TV!)

- da CNN, sobre a pesquisa realizada pela Children’s Hospital de Boston e Harvard Medical School:  Study: Want a smart baby? TV’s not going to help

- A repercussão por aqui, na Crescer: Televisão não traz benefícios às crianças menores de 2 anos

- Na Folha: Ver TV antes dos dois anos não traz benefícios, indica estudo

- No Globo: Televisão não acelera o aprendizado de bebês, indica estudo

- Do Observatórido do Direito à Comunicação: A perigosa relação do bebê com a TV (pesquisa francesa) e A mídia que balança o berço.

E mais:

- TV e falta de sono elevam risco de obesidade infantil

- Há algum problema em bebês assistirem à televisão?

- Televisão para bebês sob suspeita

- Televisão pode?

Para finalizar, este doc está na nossa fila, para a gente assistir:

Consuming kids

Mais:

- http://www.consumingkids.com/
- Com legendas em português, na AOL Video ou no YouTube.

Uma militante contra a TV?

Quem lê pode pensar que eu sou alguma hiponga que não liga TV e não compra nada. Ok, eu realmente vejo pouquissima TV. E sim, eu consumo.

Não estou aqui para convencer ninguém, seja de que TV faz mal, seja de que andam pesando a mão na quantidade de comerciais voltados para as crianças.

Mas eu (eu, eu, eu) não concordo com a comunicação que andam direcionando às crianças. De verdade, eu me incomodo.

Depois de algumas semanas de gestação, acho que o filhote está maduro para apresentar ao mundo. Esse projetinho nasceu inspirado na vontade de comer melhor, mesmo com as dificuldades do dia-a-dia.

Convido a todas e todos para participar, ler, trocar idéias. A casa está aberta :)

Projeto Cozinha Materna

A idéia do projeto nasceu de uma dificuldade minha: estou sempre à caça de receitas fáceis (fáceis mesmo!) para fazer no dia-a-dia. As únicas refeições que faço em casa, durante a semana, são o café-da-manhã e o jantar. Se não me programo muito bem, o jantar fica comprometido, porque chego em casa e não tem nada para preparar. E muitas vezes o cansaço vence e tudo o que eu quero é descongelar algo e comer.

Percebi que muitas mães, assim como eu, tem dificuldade de manter uma alimentação legal no dia-a-dia por causa da rotina corrida. A gente preza pela alimentação dos pequenos, mas a nossa própria acaba comprometida, com jantares que viram lanches, congelados e outras opções não tão bacanas. E a gente sabe que os pequenos acabam seguindo os exemplos dos mais velhos: não adianta brigar com eles para comerem verduras, se a gente mesmo apela sempre para um sanduiche.

Para reverter essa situação, venho tentando coletar receitas simples, que podem ser feitas durante a semana – para que eu me programe quais serão os jantares e compre os ingredientes no final de semana, ou mesmo receitas que eu posso fazer no final de semana e congelar. Pensei que, se pudesse trocar idéias com outras mães, poderia juntar muito mais receitas com esse espírito.

Na prática, o projeto envolve uma lista de discussão (http://groups.yahoo.com/group/cozinhamaterna/), para as pessoas trocar as idéias e postar as receitas, e um blog no domínio http://www.cozinhamaterna.com.br, para publicar as receitas (todas ou parte delas, depende do volume), categorizadas e organizadas, para ser fácil de encontrar, e com a devida permissão de quem postou.  Para colaborar no blog, não precisa participar da lista, e vice-versa.

Tópicos do site – e também assuntos da lista:

1. Receitas:
Pode ser receita vegetariana, lacto-vegetariana ou mesmo carnívora.  Vale até receita de bolo ou algo mais gordo. A linha é tentar ser o mais natural possível, mas uma receita ou outra menos “natureba” também pode rolar.

A idéia é trocar receitas para atender diversos “públicos”, mas todos com uma vontade de comer melhor:

1.1 Para o dia-a-dia dos bebês: papinhas, dicas de iniciação à alimentação.
1.2 Para o dia-a-dia das crianças: receitinhas para fazer para a criançada e com a criançada.
1.3 Para o dia-a-dia dos adultos: receitas saudáveis e práticas para o dia-a-dia.
1.2 Para festas, finais de semana e eventos: categoria especial para aquele bolo com recheio ou biscotinhos de chocolate.

2. Mapa: feiras de orgânicos, restaurantes vegetarianos, lojas de produtos naturais.

3. Contatos de orgânicos que entregam e outros serviços legais.

4. Dicas de cursos e aulas: Pat Feldman, Cozinhando com a Dr. Selma, Mãzinhas na Massa, entre outros.

5. Dicas de livros e sites.

6. Convidados especiais, que irão escrever sobre receitas e hábitos alimentares.

Também rola o twitter, com dicas e novidades: http://twitter.com/cozinhamaterna

Top 10 da Alice

6 Feb 2010 In: coisas para as crianças, coisas para o bebê

Eu adooooro as musiquinhas infantis que a gente escuta com a Alice. E ela também, eu acho :D Os primeiros disquinhos da Alice foram comprados quando eu nem fazia idéia que a Alice um dia viria. Os dois primeiros são álbuns que eu escutava quando criança e adorava de paixão:

1. Saltimbancos (dá para ouvir na Rádio UOL)

2. Arca de Noé (dá para ouvir na Rádio UOL)

3. Bem brasileirinhos (da Cosac & Naify). Esse livrinho eu comprei faz alguns anos, e não me lembro porque! Estava esquecido na estante quando me deu um estalo e resolvi resgatá-lo. Eu nunca tinha ouvido o CD e adorei as músicas, são ótimas! A do bicho-preguiça deve ser a minha predileta :)

4. Canções de Ninar (na Rádio UOL): esse foi o primeiro CD do Palavra Cantada que apareceu em casa. É uma delícia, e Alice já foi muito ninada ao som desse disquinho.

5.  Vamos brincar de roda: também do Palavra Cantada. É um livro muito bacana, com as letras das músicas, e mais o CD. (também dá para ouvir aqui na Rádio)

6. Pequeno Cidadão (link para a Rádio):  vi a dica na , escutei e amei. Encomendei o CD, que ainda não chegou, e vai vir junto com o:

7. Pé com Pé (link para a Rádio):  Palavra Cantada, é muuuuito bom!

8. Vida de Bebê: esse eu comprei na Megastore, mas não consegui ouvir direito. Vou gravar um CD e depois conto se fez sucesso :)

9. Para cantar o ano inteiro, da Celelê e Relalá: ganhamos recentemente este, só consegui ouvir uma vez mas é bem simpático.

10. Projeto Guri convida: outro que ainda não tive oportunidade de ouvir, mas tem um monte de gente legal participando.

O que dá para ouvir online, indiquei a Rádio UOL. Assim, quem ficar curioso pode escutar junto com os seus pequenos :)

Nem aqui nem ali

4 Feb 2010 In: ser mãe, ser pai

Como mãe, eu me sinto praticamente um daqueles adolescentes deslocados, onde não faço parte de grupo algum. Você já se sentiu assim?

Explico:

A maternidade “convencional” acha normal cesárea, chupeta, TV, mamadeira, leite em pó, carrinho de bebê, etc, etc.

A maternidade “materna” defende com unhas e dentes o parto normal, a amamentação, a cama compartilhada, o babywearing, as comidinhas saudáveis, o banho de balde, etc, etc.

E eu não sou nem uma coisa nem outra, afeee.

Eu queria o parto normal (mas devia ter dado um pé na bunda da minha G.O. cesarista), eu amamentei o quanto deu (mas acabou a licença e o leite em pó entrou em cena), adotamos o sling de pai e de mãe, mas não quisemos a cama compartilhada. Sou fresca com as comidas da minha filha, mas dou leite em pó. Sou chata-chata-chata com as coisas dela, tipo a história da TV e dos brinquedos, minha filha passou meses só tomando banho de balde (até que o balde ficou pequeno) e aprendeu a sentar usando um bumbo, mas sei lá, uso fraldas descartáveis em vez das de pano.  Detestei a chupeta e torcia internamente para ela não pegar aquilo (e ela não pegou, eba!). Não curtia a mamadeira mas ao mesmo tempo ficava na maior apreensão: e se ela não pegar, como vai tomar leite?? (o copinho era um fiasco).

Entre as maternas, eu sou careta pra caramba. Entre os pais mais “convencionais”, eu sou bicho-grilo pra cacete. Nesse meio do caminho, fico eu. Nem uma coisa, nem outra. Ou um pouco dos dois.

(Observação muito-muito importante: não estou criticando nenhum dos lados, vejam bem. Particularmente prefiro o caminho das maternas, mas cada um sabe como melhor cuidar dos seus.)

(Obs2: Sou só eu, ou vocês também sentem saudades das motherns?)

Novo dotô

3 Feb 2010 In: minha vida de bebê

E lá fomos nós, atrás de um novo pediatra. Depois da alopatia e da homeopatia, fomos desta vez apresentado à medicina antroposófica.  Dificilmente vestiremos 100% a camisa da antroposofia, mas eu gostei muito.

Apesar de discordar de um ou outro ponto (ou, de pelo menos não concordar 100%), eu gostei demais. Não conhecia a “filosofia”, mas me encantei pela atenção, pelo tempo que o médico dispendeu com a gente, de conversar, de estabelecer um contato amigo com a Alice, brincar com ela, observar ela se movimentando livremente, das orientações de alimentação. Bem diferente de receitar Mucilon, pesar, medir, e pronto-acabou.

Se o seu dotô não se incomodar que a gente vacina e dá leite em pó para a Alice, acho que poderemos conviver super bem ;-)

Dicas culturetes

1 Feb 2010 In: coisas para as crianças

Hoje tropecei no site do Portal Cultura Infância e adorei o conteúdo. Muita coisa legal por lá!

E para quem pensa que biblioteca é coisa ultrapassada, olha que legal a nova Biblioteca de São Paulo. Estou muito a fim de ir conhecer o espaço. Para os pequenos, tem alas especiais para os até três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos.  Alternativa muito legal para ir visitar com a criançada :)

Criança, a alma do negócio

1 Feb 2010 In: ser criança, ser mãe, ser pai

Eu sou uma pessoal naturalmente horrorizada, cheguei a essa conclusão. Eu fico horrorizada em saber que bebês de 10 meses sabem a música do backyandigans (escrevi certo o nome disso?) e crianças de 2, 3 anos bebendo nesquik (ou sei lá como chama o “leite rosa”, como descreveu o pai à filha, no supermercado). Pelamordedeus, o leite é rosa e vc vai dar para a sua filha?? Meda!

Alice está quase chegando aos 11 meses. Não entende muito de TV, mantenho ela longe disso o máximo que posso. Mantenho o universo dela longe dos trademarks e copryrights. Ela tem um ou outro brinquedo assim, uma ou outra roupa com uma personagem famosinha estampada, geralmente presentes. Não sou xiita, não vou queimar em praça pública, mas tento sempre escolher o bichinho genérico. O cachorrinho, o gatinho, e por ai vai. Na comida, gosto de escolher tudo fresquinho para ela, de preferência orgânico. Legumes, verduras, carne de boa qualidade, frutinhas. Já me basta o leite em pó, que não consegui substituir por coisa melhor. Mas é a única concessão que faço, dada as circunstâncias.

Mas cuidar de um bebê é tarefa bem mais simples. Somos nós que determinamos tudo, para ela ainda não existe o querer consumir. Mas e quando começar a escolinha pra valer? Vai chegar um momento que ela vai começar a interagir com outras crianças, e como será a relação dela com esta sociedade?

Eu tenho muito medo, na verdade. Sonho com uma Waldorf para a minha pequena. Sem TV, sem produtos industrializados, sem merchandising dentro da escola.

Tem que ache que isso não é preparar a criança para o mundo. Eu discordo. Botar um pequenininho na frente da TV é apresentar um mundo que ela ainda não tem ferramentas para lidar. O que virá primeiro: a inclusão indiscriminada dessa criança num universo de consumo ou o desenvolvimento do senso crítico dela? Eu aposto um picolé que a primeira opção é a que vence.

Para quem é horrorizado feito eu, vale muito a pena ver o documentário “Criança, a alma do negócio”. A gente finalmente conseguiu assistir. Lá no site do Instituto Alana tem os arquivos para download, mas tem no YouTube também, para quem não quiser baixar.

Para quem quer um cheiro, veja o trailer abaixo. A Lúcia também fez uma entrevista com a diretora, aqui.

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