Só para completar…

18 Mar 2010 In: ser mãe

Eu tenho muita preguiça de discutir o “feminismo”, qualquer que seja ele. Mesmo. Muita-muita-muita. Além de tudo, não estou capacitada para isso, de verdade. Mas eu acho muito furado qualquer discurso que justifique a desigualdade entre gêneros porque a mulher quer ser a melhor mãe possível.

E pior ainda dizer que as mulheres são levadas a isso por pressão social (hellooou, chegamos até aqui, trabalhando fora, super independentes, e ainda assim somos manipuladas pela “pressão social”?). Eu não sei quanto à autora, mas eu quero oferecer o melhor para a minha filha porque eu acho que isso é melhor. Simples assim.

Não sou perfeita mesmo, mas vivemos bem, eu e a Alice, com as minhas limitações.

“Feminismo” e maternidade

18 Mar 2010 In: ser mãe

Então que fiquei empolgada com o blog da Zel e li vários posts, e um deles me chamou bastante a atenção. Um post dela fala sobre o post de outra moça, que comenta um livro de uma escritora francesa. O livro em questão critica o que ela chama de “maternidade naturalista”, defendendo que essa volta à maternidade é, na verdade, uma nova (ou velha?) forma de opressão às mulheres.

Estou comentando um post, que por sua vez resume o livro. Ou seja, com certeza serei rasa, não me cobrem reflexões profundas.

Mas eu confesso que achei o papo todo do livro muito estranho. Na opinião da autora, essa devoção que se cobra da mãe, essa “doação” (e a conseqüente culpa, caso a mãe não atenda a todos os requisitos) é uma nova forma de opressão. Nessa nova “opressão”, a mulher tem que sofrer, se doar, parir com dor, amamentar sem fim, lavar as fraldas não-descartáveis, cozinhar todas as papinhas naturebas dos seus filhos. As mulheres ganharam um novo “chefe”: seus filhos.

Eu acho isso bem estranho. Eu vejo a sociedade muito bem estruturada para as mães que querem trabalhar. Mil e um recursos: mamadeira e leite em pó, creche, berçário, escolinha, babá, empregada, pai, avó. Que essa mãe siga em frente, seja feliz, sem culpa e viva bem com o chefe lá da firma (ou seus clientes, que também são uma espécie de chefe).

Agora, na boa, e a mãe que quer mais é ficar com os filhotes, amamentando em livre demanda? O que eu mais vejo são mães abrindo mão do sonho de acompanhar o crescimento dos seus pequenos, porque tem que ir trabalhar, porque aquele salário faz diferença no orçamento familiar. E ai, e nessas situações, #comofas?

Trabalhar fora é um direito ou uma obrigação? Num país como o Brasil, onde as mulheres representam mão-de-obra barata, pelo menos mais barata do que a masculina, na média, quem lucra com esse nosso “direito”, com essa nossa “liberdade”? Trabalho e garanto meu sustento, mas olho com muita desconfiança para esse discurso.

PS: E só complementando: eu sempre achei que o “feminismo”, entre outras coisas, defendia os direitos da mulher. Se a mulher não tem direito a parir e amamentar, duas atividades essencialmente femininas, o que o “feminismo” desta autora defende? Meus direitos femininos são, na verdade, opressores? Direitos iguais aos homens significa abrir mão dos meus direitos de mulher?

Ressaltando que direito é bem diferente de dever. Eu não sou obrigada a ser mãe ou amamentar. Mas gostaria muito que estes meus direitos fossem respeitados.

Fabricando piolhos

18 Mar 2010 In: gravidez

Gentem, achei a notícia tão bacana que não me contive: a Zel também está esperando seu pequeno rebento!

(Zel, quando li o “piolho” lembrei que chamamos a Alice de batatinha a gravidez toda. Adivinha se até hj a gente não a chama pelo carinhoso apelido leguminoso? :)

Da festa da Alice

16 Mar 2010 In: Alice

Imaginem a minha decepção quando vi que a gente tirou pouquíssimas fotos da festa da Alice! Para tentar compensar uma parte – a da decoração – fiz algumas fotos pós-festa.

Festchinha!

15 Mar 2010 In: Alice

Festa de 1 ano da Alice

E Alice fez um ano!! Desde bem antes eu já sabia que eu queria fazer uma festchinha para ela quando chegasse essa data, porque o primeiro ano é tão emocionante, acontecem tantas mudanças, tantas novidades, que a gente quer mais é comemorar mesmo.

Não pensei em nada exorbitante, era para ser uma festa para família e amigos próximos. Por isso, de cara não pensei em buffet. Primeiro porque  a aniversariante ainda não tem esse pique todo, poderia querer dormir no meio da festa (ahã…) e alguns dos convidados também eram novinhos demais. Em casa não cabe todo mundo, só se fosse uma festa para nós 3 :) Então a alternativa mais prática foi o salão de festas do prédio.

Mesmo pensando em algo simples, montar a festa deu um certo trabalho, ainda mais porque gosto de inventar moda :P

Corremos atrás da produção. Eu me inspirei em borboletas e resolvi que iria costurar todas as toalhas (eram 5 mesas no total) e as bandeirolas. Na foto acima, tem uma das mesas montadas. Todo o material (pratos, talheres, copos) foram by 25 de março. Providenciamos flores para as mesas: lindos vasos de margaridas. Em vez de bexigas, resolvi providenciar bolas de vinil, que garantiu a diversão dos maiores e deixou o zelador de cabelos em pé.

(o convite com as borboletas, as mesmas que estão na parede da primeira foto e segurando as bandeirolas de papel)

Para os convidados, os mimos: lindos cookies da Kikachan (obrigada, Fernanda e Erica! Os cookies foram o maior sucesso!) e brinquedinhos para os pequenos.

Os quitutes vieram de dois fornecedores, a Pérola forneceu bolos e cupcakes deliciosos e a padaria Primicia dos Pães, os sanduiches e saladas de fruta. Pena que a Pérola não vai mais fazer esse tipo de trabalho, porque estava tudo uma delícia!

Para entreter os pequenos, contamos com a Andreia, do FestasBaby, que tem uma proposta muito interessante de alugar kits para festas para pequenos. A Jéssica cuidou dos pequenos e as crianças adoraram :) A foto abaixo foi de um momento mais no início da festa, com a Alice e o João aproveitando o espaço:

Festa de 1 ano da Alice(e a mãe, pagando penitência)

Eu não sei quanto aos convidados, mas eu adorei :D Já estou aqui, planejando o segundo, hehehehe.

Chega de empurra-empurra

10 Mar 2010 In: ser mãe, ser pai

Hohohoho, muito bom! Além de me divertir com os textos, o casal grávido do Potencial gestante ainda bolou esse item fundamental para o enxoval do bebê: a roleta da obrigação. Tá a venda lá :)

( e antes que o marido diga algo, não, eu não preciso de um desses :D Eu sou uma das  sortudas cujo maridón ajuda pra caramba :)

Hoje aprendi um termo novo, graças ao meu amigo Bernardo: open ended toys. Não sei se existe tradução, ou se aqui a gente simplesmente chama de brinquedos educativos. Essa definição do blog Natural Kids explica bem o que são os open-ended toys:

“An “open ended” toy means that the ways of playing with it are endless and powered by the child’s imagination.  There is no right or wrong way to play with an open ended toy.  It is multi-purpose and even grows with the child.  Open ended toys are a worthwhile investment, both in terms of how long your child can play with it and also the imagination it inspires.  “

(Um open ended toy significa que as maneiras de brincar com ele são ilimitadas e alimentadas pela imaginação das crianças. Não há jeito certo ou errado de se brincar com um open ended toy. Ele tem multiplas finalidades e inclusive pode acompanhar o crescimento da criança. Open ended toys são um investimento que vale a pena, tanto em termos de quanto tempo a criança brinca com ele quanto como ele inspira de imaginação. – Tradução meio tosca minha)

Eu sou uma entusiasta destes brinquedos e acompanho com a Alice o quanto eles são realmente fantásticos. Lá em casa, o que mais rende são, sem sombra de dúvida, os que dão margem a invenções. Por exemplo, o campeão de brincadeiras de todos os tempos, até o momento, é um conjunto de copinhos muito semelhante a estes aqui:

(Descobri que os americanos chamam esse brinquedo de stacking cups. Nunca tinha prestado atenção, mas tem um monte de variações sobre os stacking cups.) O bacana é que eles servem para mil e uma brincadeiras. Os copinhos já viraram esconderijos de bichinhos, já serviram de instrumentos musicais, de pote de comidinha, de chapéu. Serviram até para fazer a tal pilha de copinhos! :)

Num passado distante, eu também tive os meus “open ended toys”. Brinquei muito de Barbie, mas as minhas eram versões “especiais”. Especiais porque, apesar da boneca não ser lá muito exclusiva, eu tenho a sorte de ter uma mãe expert na máquina de costura. Todas as sobras de pano lá de casa viravam peças para o guarda-roupa da dondoca. E lembro de, com meu pai, montar casa e móveis para ela. O ponto alto da casa foi fazer a “decoração”, recortando revistas de decoração e criando/colando os cenários de fundo.

A Barbie era uma das minhas paixões. Elas foram de tudo, empresária, executiva, dona de casa, perua, modelo. Eu não era uma criança fã de brincar de “mamãe e filhinha” com as minhas bonecas. Elas eram sempre moças crescidas, cheias de problemas de adultos e muito atarefadas :D

Mas eu não vivia só de Barbies. Fora as bonecas, minha grande paixão era um conjunto de bloquinhos de madeira, que me entretinha por horas e horas.

Resgatando um post meu, lá de 2007:

small5521617_200.jpg

Frank Gehry conta (nesse documentário lindo) que quando criança ele brincava muito com a avó, que sempre trazia para ele bloquinhos de madeira, que na verdade eram sobras e aparas de madeira.

Isso me fez lembrar de um brinquedo que eu tinha, quando criança, que era uma das minhas grandes paixões, e que eram exatamente bloquinhos de madeira, como os da foto acima. Provavelmente foi o brinquedo que por mais tempo me acompanhou (isso e as Barbies onde minha mãe e eu inventávamos roupas e mais roupas), que me proporcionou boas horas de montar e desmontar. Eu também me lembro da caixa de madeira onde guardava os bloquinhos, todos encaixados formando um retângulo certinho.

Acho que a grande graça destes bloquinhos, ao contrário daqueles que pareciam tijolinhos mesmo, é que eles não tinham cara de nada. Ou seja, eles poderiam ser qualquer coisa!

how-to-make-toys-4.jpg

Fuçando no Google encontrei várias lojas que vendem brinquedos semelhantes e até as instruções para fazer um igual. Preciso urgentemente encomendar o meu :)

how-to-make-toys-5.jpg

Imagens (e instruções) do How Stuff Works

Na época acabei nem indo atrás de um conjunto desses, mas vendo o quanto a Alice gosta desses brinquedos, já decidi que quero achar um conjuntinho desses para ela. Vou tentar resgatar o que foi meu, mas acho que ele já foi para outra criança faz tempo (é, tou velha :P). Eu aposto que esse conjunto de bloquinhos são os responsáveis por, até hoje, eu ter o sonho de estudar arquitetura (eu sou uma arquiteta frustrada e não morro antes de ter a chance de estudar isso :).

Para quem curtiu o assunto, mais alguns links:  Natural kids, Parent Map, Kids Toys Club.

1 ano!

9 Mar 2010 In: Alice

1 ano!

Da coisa mais linda e fofa desse mundo (não que a minha opinião seja suspeita, longe disso). Filhota, te amamos demais!!

Depois daquela matéria da Veja, resolvi juntar os links das minhas confecções de roupas infantis preferidas. Mães abonadas (ou nem tanto), abracem essa causa e apoiem o Movimento em prol da liberdade dos movimentos infantis! :)

- Terra do Nunca: http://www.aterradonunca.com.br/

- A Fábula: http://www.afabula.com.br/

- Moshi Kids: http://www.moshikids.com.br/

- Família OVO: http://www.familiaovo.com/

- Pistache & Banana: http://www.pistachebanana.com.br/

- Mini Humanos: http://www.minihumanos.com.br

- Quintal:  http://roupadequintal.blogspot.com/

- Maria Florzinha: http://www.mariaflorzinha.com.br/

PS: o apelo às abonadas é porque também dá para gastar R$ 1.500,00 ou R$ 3.000,00 por mês comprando roupa bacana de criança (de verdade)! E ainda dá uma força para a indústria nacional!

http://www.google.com.br/aclk?sa=l&ai=CslAq_j6FS6jOIM708AbJ_czlCbaS-ZoBrobctRGQ2p_xEAgAEAEgtlRQs_DY6P______AWDN8O6ArAOgAc6FxvADyAEBqQIrXco1yGGiPqoEFk_QNLgke4YkMBnauB-dWeiL1sGAGyiABZBO&sig=AGiWqtxmVUbO_pHkhmcUciRfgECgsgZGmg&q=http://www.rumo.com.br/sistema/home.asp%3Fidloja%3D8505%26origem%3Dadword

Três blogs muito legais!


Bebê com estilo: http://bebecomestilo.blogspot.com/

Apronstrings and pretty things: babies, comida e coisas fofas de criança, que delícia!
http://apronstringsandprettythings.blogspot.com/

Blog da Imaginarte: a loja é demais e o blog é muito bacana, cheio de idéias boas.
http://blog.imaginartedesign.com.br/

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