Gente, que iniciativa maaais legal, eu adorei! A Cia das Mães é uma espécie de Etsy (será que posso chamar assim?) brasileira, feita por mães, com produtos produzidos por mães, sendo que parte dos produtos é voltado a mães e à petizada, mas não apenas.
Eu já tinha comentado aqui como eu achava demais essas iniciativas que nascem do meio materno e tiro o chapéu para mais esta. E desejo muito boa sorte para estas mães empreendedoras!
Adoro essas descobertas da filhota :)
- Cena 1: estou descascando uma banana para comer, no café da manhã. Alice, no meu colo, só de olho. Eu ofereço. Ela não se faz de rogada e dá uma mordida, meio desajeitada. Mas gosta. E dá outra. E dá outra. Até que não sobra mais nada da banana!
Ela, claro, já experimentou banana antes, mas até então, ela vinha em pedacinhos, num prato… :)
- Cena 2: o pai da Alice, experimentando a acelga. Alice por perto, fica curiosa. O pai oferece um pedacinho, a danada aceita. E come, e aceita mais. E assim foi o pedaço de acelga do pai :)
- Até então, a Alice comia apenas a gema do ovo. A mãe saia lucrando, porque eu adoro a clara, de paixão, hohohoh. Mas agora liberou a clara para a mocinha, e a mãe perdeu a regalia.
Aliás, dizem as más linguas que quando eu era pequena, minha mãe mandava um ovinho cozido na lancheira e misteriosamente voltavam para casa duas gemas. Eis um mistério que, mais de 30 anos depois, permanece. Quando a Alice começou a comer as claras dos ovos, ficou todo mundo de olho em mim, olha só! Humpf, como se eu fosse tirar a clara da minha própria filha!
Bem “educativo” este vídeo :)
N. Magazine: A Camila deu a dica já faz tempo, eu é que ando meio lesada. Comprei a revista faz algumas semanas, fui lendo aos poucos. A N. é uma revista originalmente espanhola (lá se chama Naif) e que ganhou uma irmãzinha brasileira. Parece que, na verdade, ela possui outras irmãzinhas pelo mundo.
Achei interessante a proposta, porém não achei mega-revolucionária. Muitas dicas publicadas circulam pela web, então as mães e pais mais ratos de Internet já conhecem várias das sugestões publicadas. A parte féxion da revista me deu um pouco de preguiça. Eu achei uma coisa meio produzida demais, tipo quero-ser-revista-de-moda. Pelo menos essa foi a minha impressão…
A parte boa: os sites são bacanas! Tanto a versão espanhola quanto a brasileira têm dicas bem legais.
Fico imaginando que é difícil pra caramba publicar uma revista interessante nestes tempos atuais. Tudo você vê primeiro por aqui. As discussões polêmicas acontecem por aqui, em velocidade e qualidade e quantidade muito maiores. Quando isso tudo chega no papel, coitado, já era. As notícias, os achados e as polêmicas já ficaram demodé…
Provavelmente se eu tivesse que fazer algo impresso, tentaria algo além da fórmula entrevista-novidades-matéria de moda. Que tal coisas que duram um pouco mais? Matérias mais profundas a respeito de assuntos polêmicos pode ser. E que tal histórias? Receitas e dicas de alimentação? Brinquedos e brincadeiras para fazer com os filhos? Faça-você-mesmo uma festa divertida de aniversário?
Sei lá, palpites de uma mãe que tem preguiça de editorial de moda com crianças…
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Mais dicas trends?
- Versão família do Update-or-Die: Coruja.
- Brinquedos lindos e tutoriais de como fazê-los: http://madebyjoel.blogspot.com/
- Brinquedos fofos e afins: Uauá Baby – http://uauababy.blogspot.com/
Infelizmente não fui, queria muito ter ido! Para consolar quem não foi, a Tais-Ombudsmãe-Vinha postou ótimos textos inspirados no Fórum e a Ana Cláudia está postando suas anotações sobre o evento no blog do Futuro do Presente.

(clique para ver em tamanho grande – não sei a origem dessa imagem, se alguém souber e puder me indicar, fico muito grata!)
Tem coisa melhor que livro? Tem coisa tão boa quanto livro, com certeza, mas melhor, sei não :)
Sem muita pretensão de nada, desde que a Alice interagia mais com as coisas, ou seja pegava os brinquedinhos, os chocalhos, providenciamos uns livrinhos de bebê para ela. Aqueles de plástico, papel cartonado (mais duro, não rasgável) e pano. Eram livrinhos muito mais com caráter de brinquedo do que livros propriamente ditos – mesmo porque, no geral, as histórias que eles trazem é meio fraquinha demais. Uns nem história têm, fica num tal de nome das coisas, que não tem lá muita graça.
Acho que até a própria Alice chegou a essa conclusão e começou a preferir os livros “de verdade”. Tenho alguns livros infantis em casa – sempre comprei um ou outro por causa das ilustrações e qualidades gráficas (e até por causa das histórias :), e comecei a ler para ela. Alguns ainda não rolam, é texto demais para atenção de menos :) Nesses casos, invento uma história com base nas imagens. Alice adora, e adora ajudar, folheando os livros.
Agora, nem todo livro “alternativo” precisa ser fraco das histórias. Claro que tem uns muito bacanas. Outro dia conheci o trabalho da Ana Luiza e achei o máximo os livros de pano que ela faz, além dos dragões-fantoches maravilhosos.
Outra coisa engraçada que acontece lá em casa é que há livros ao alcance dela, mas não intencionalmente. As prateleiras mais baixas das estantes, cheias de livro, são um prato cheio para ela. A gente tenta controlar o acesso, porque senão ela acaba rasgado as páginas sem querer. Mas é inevitável, e ela acaba fuçando nas coleções de pó e ácaros que temos :) (digo isso porque não tem coisa que junte mais pó que livros, jisuis!).
Uma experiência que ainda não tivemos foi levar a Alice para alguma livraria bacana, que tenha um ambiente legal para crianças. A Livraria da Vila e a Cultura são duas que oferecem um espaço muito legal para os pequenos, mas conheci recentemente, via web, a Panapaná, que é uma livraria infantil. Eu pirei com a proposta, muuuuuito legal, afinal eu nunca tinha visto uma livraria exclusivamente para crianças. Lá não tem apenas livros, mas brinquedos bacanas e oficinas muito interessantes. Já fiquei de olho para poder levar a Alice quando ela for maiorzinha. O blog deles tem muito conteúdo interessante também.
Mais? A Ana Terra é ilustradora, atriz, contadora de histórias e tem um blog lindo, cheio de dicas de livros infantis.
E para quem quiser inventar histórias usando a web para compartilhar com outras pessoas, além dos próprios pimpolhos, tem esse site fofo, o Storybird, onde vc pode montar histórias num formato colaborativo. Se você for ilustrador, pode disponibilizar seu trabalho. Se vc quer contar histórias, escolha suas imagens (ou poste as suas) e escreva a história. Infelizmente tudo que vi estava em inglês. (essa dica veio do blog da Liv Cultura).
Mais sugestões? Seguem algumas listas para a gente se esbaldar:
- Lista de livros infantis compilados pela Lu Misura
- Biblioteca básica: 204 obras para ler dos 2 aos 18 anos compilados pelo site Educar para Crescer, da Ed. Abril.
Eu tenho muita preguiça de discutir o “feminismo”, qualquer que seja ele. Mesmo. Muita-muita-muita. Além de tudo, não estou capacitada para isso, de verdade. Mas eu acho muito furado qualquer discurso que justifique a desigualdade entre gêneros porque a mulher quer ser a melhor mãe possível.
E pior ainda dizer que as mulheres são levadas a isso por pressão social (hellooou, chegamos até aqui, trabalhando fora, super independentes, e ainda assim somos manipuladas pela “pressão social”?). Eu não sei quanto à autora, mas eu quero oferecer o melhor para a minha filha porque eu acho que isso é melhor. Simples assim.
Não sou perfeita mesmo, mas vivemos bem, eu e a Alice, com as minhas limitações.
Então que fiquei empolgada com o blog da Zel e li vários posts, e um deles me chamou bastante a atenção. Um post dela fala sobre o post de outra moça, que comenta um livro de uma escritora francesa. O livro em questão critica o que ela chama de “maternidade naturalista”, defendendo que essa volta à maternidade é, na verdade, uma nova (ou velha?) forma de opressão às mulheres.
Estou comentando um post, que por sua vez resume o livro. Ou seja, com certeza serei rasa, não me cobrem reflexões profundas.
Mas eu confesso que achei o papo todo do livro muito estranho. Na opinião da autora, essa devoção que se cobra da mãe, essa “doação” (e a conseqüente culpa, caso a mãe não atenda a todos os requisitos) é uma nova forma de opressão. Nessa nova “opressão”, a mulher tem que sofrer, se doar, parir com dor, amamentar sem fim, lavar as fraldas não-descartáveis, cozinhar todas as papinhas naturebas dos seus filhos. As mulheres ganharam um novo “chefe”: seus filhos.
Eu acho isso bem estranho. Eu vejo a sociedade muito bem estruturada para as mães que querem trabalhar. Mil e um recursos: mamadeira e leite em pó, creche, berçário, escolinha, babá, empregada, pai, avó. Que essa mãe siga em frente, seja feliz, sem culpa e viva bem com o chefe lá da firma (ou seus clientes, que também são uma espécie de chefe).
Agora, na boa, e a mãe que quer mais é ficar com os filhotes, amamentando em livre demanda? O que eu mais vejo são mães abrindo mão do sonho de acompanhar o crescimento dos seus pequenos, porque tem que ir trabalhar, porque aquele salário faz diferença no orçamento familiar. E ai, e nessas situações, #comofas?
Trabalhar fora é um direito ou uma obrigação? Num país como o Brasil, onde as mulheres representam mão-de-obra barata, pelo menos mais barata do que a masculina, na média, quem lucra com esse nosso “direito”, com essa nossa “liberdade”? Trabalho e garanto meu sustento, mas olho com muita desconfiança para esse discurso.
PS: E só complementando: eu sempre achei que o “feminismo”, entre outras coisas, defendia os direitos da mulher. Se a mulher não tem direito a parir e amamentar, duas atividades essencialmente femininas, o que o “feminismo” desta autora defende? Meus direitos femininos são, na verdade, opressores? Direitos iguais aos homens significa abrir mão dos meus direitos de mulher?
Ressaltando que direito é bem diferente de dever. Eu não sou obrigada a ser mãe ou amamentar. Mas gostaria muito que estes meus direitos fossem respeitados.
Gentem, achei a notícia tão bacana que não me contive: a Zel também está esperando seu pequeno rebento!
(Zel, quando li o “piolho” lembrei que chamamos a Alice de batatinha a gravidez toda. Adivinha se até hj a gente não a chama pelo carinhoso apelido leguminoso? :)
Imaginem a minha decepção quando vi que a gente tirou pouquíssimas fotos da festa da Alice! Para tentar compensar uma parte – a da decoração – fiz algumas fotos pós-festa.
Cantinho para registrar os momentos de uma barriga.