Os eventos mais aguardados do período são os ultrassons, seguidos das visitas à médica. Até agora, fizemos dois: um logo no começo, lá pela 6º semana, e outro na 12º.
O da 6º semana foi quando realmente caiu a ficha, onde vi que havia mesmo um serzinho lá dentro. Era basicamente um feijãozinho pulsante, com um coração acelerado a mil.
O da 12º semana rendeu um DVD de uns 15 minutos, que foi reprisado umas 10 vezes entre as famílias. E o pior, eu achei que ia me encher de ver aquilo, mas a cada vez que passávamos, a gente narrava os detalhes com a mesma empolgação da primeira vez (não sei se a platéia achou assim tão empolgante, já que mesmo já dando para ver muita coisa, precisa de uma certa dose de criatividade para enxergar todos os detalhes…). Foi um ultrassom muito emocionante, pq apesar do bebezinho ser pequenininho (tipo 6 cm), vc já reconhece os detalhes, como as mãozinhas, os dedos, as pernas, a cabeça… Nesse, ele não parava quieto, praticamente um peixe em seu aquário particular.
Adoramos a seção cineminha, a vontade era de fazer ultrassom toda semana, para ver como o pequeno estava. Infelizmente, médico e plano de saúde ficam regulando o ticket para a seção e ficamos aqui, aguardando ansiosamente o próximo.
Isso para lembrar que semana que vem tem mais, e se tudo colaborar, vamos descobrir se o pequeno rebento é ele ou ela (até que resolva mudar de opinião, por conta própria, mas isso leva bem mais tempo :) .
Uma coisa muito bizarra que aconteceu comigo nos tempos de enjôos foi o estranhíssimo enjôo de… blogar! Eu não conseguia olhar para os meus blogs, não conseguia pensar em blogar, que aquilo já me dava uma reviravolta no estômago. E aquilo era completamente ilógico, afinal, onde já se viu?
Enjoei com outras coisas mais normais, como cheiros ruins (cigarro, poluição de escapamentos, cheiros ruins de produtos de limpeza, etc), mas enjoar com blogs era algo surreal. Ai descobri que não era a única a enjoar com coisas estranhas :)
Dizem que gravidas têm desejos. Bom, até o momento não tive nada de espetacular. O que rolou bastante nos primeiros meses (os dos enjôos) é que, por conta dos respectivos, eu não tinha muito ânimo para as comidas em geral. Em alguns dias, eu só queria saber de macarrão e pão.
Ai eu cai de boca no lamen (ou soba, ou udon, ou qualquer variação da combinação oriental macarrão+sopa). Era a pedida ideal para mim: era quentinho, era meio sopinha meio macarrão. Meio que me viciei nisso, até o dia que almocei e jantei lamen. Esse foi o meu recorde e depois disso, apesar de continuar a adorar lamen, dei uma enjoada básica e não voltei a repetir o prato, principalmente agora que meu apetite para todo o resto voltou :)
Se bem que, olhando para estas fotos de lamen, devo dizer que bateu uma vontade de ir lá no Aska e mandar ver uma bela tigela de lamen…
Calorzão desses dias me fez lembrar dos nossos primeiros dias. Era finalzinho de dezembro, semana livre, sol de rachar. Lembrei das vezes no Exquisito até fechar o lugar, das noites quentes. Deu mais saudades ainda, vontade de estar juntinho, de ir tomar sorvete, de ficar aproveitando juntos a preguiça do calor.
Amor, quero logo, de novo, os finais de semana (e a semana) com vc – faça frio ou faça calor.
Só para completar o assunto, por ora, um conselho dado pelo livro “O que esperar quando vc está esperando” (que, como eu já disse, tem alguns textos bem bizarros) é aproveitar o guarda-roupa do marido, já que lá provavelmente vc encontrará roupas maiores e mais largas (!!!).
Na boa, a mulher já está se sentindo meio desproporcional, e vai apelar para o guarda-roupa do marido? Na minha opinião, a sugestão é ótima se o seu marido for, sei lá, Yves Saint Laurent? Ou seja, estilista e gay! :P
Até o momento, eu passei por duas etapas a respeito das roupas. O primeiro foi a crise, abandonar as calças jeans 36-38 e as blusas mais justas, que não fossem de malha. Vc se sente nem grávida nem normal, mas basicamente barriguda
Depois a barriga começa a crescer mais e tomar a forma de… barriga. Ai as coisas começam a ficar melhor, por incrível que pareça. Vc passa a aceitar as mudanças e na maior parte do tempo, está é muito feliz com elas.
Uma etapa importante aqui foi a aquisição de calças de grávida. Elas parecem normais, mas possuem um esquema de elástico+botão, que permite crescer a cintura à medida que a barriga cresce. Elas são bonitinhas e confortáveis. Comprando algumas peças coringa, é possível ser feliz.
A parte de cima foi mais fácil. Sim, os peitos cresceram, mas uma parte das blusas continuaram a servir. Por sorte, sempre gostei de batas ou de blusas com recorte logo após o peito, que continuam a me servir (até agora, pelo menos). Fora isso, blusas de malha são bem práticas, já que esticam e se moldam melhor às mudanças do corpo. Os vestidos também ajudam, mas deixo para usá-los nos finais de semana mais quentes, quando fico pouco tempo sentada ou de pé (do contrário, uso as meias de compressão que, conforme dito anteriormente, não cometo a heresia de mostrá-las em público).
Ou seja, é possível sim ser uma grávida razoavelmente elegante, sem ter que virar um saco de batatas ambulante :)
Grávidas são cheias de encanto, reza a lenda. Mas vamos deixar claro que não é por causa do guarda-roupa :P . Bom, dizem que já foi pior, mas vamos ser sinceros, a silhueta redondinha não é exatamente a mais elegante, e acomodar a barriga não é para qualquer roupinha.
Mas a oferta limitada não é o único empecilho para a grávida elegante. Existe algo muito útil, mas ao mesmo tempo medonho, que são as meias de compressão, tipo as meias Kendall. Elas são importantes para as grávidas não ficarem com as pernas inchadas e cheias de varizes. E o pior, quanto mais quente o tempo fica, mais imprescindível elas se tornam. E claro, quanto mais quente o tempo, pior é usar as dita-cujas!
E tentar combinar essas meias com qualquer sapatinho mais bonitinho é missão impossível. E claro, saias nem pensar, pq ficar com essas meias à mostra só é aceitável depois dos 70 anos de idade.
Some-se a isso as restrições cosméticas e o dilema do pintar-ou-não-pintar-o-cabelo, e você começa a entender pq as mães têm cara de mãe mesmo…
Mas a verdade é que esses dilemas te pegam principalmente no começo, quando vc começa a ter que mudar um monte de coisas da sua rotina. Com o passar do tempo, a barriga vai crescendo e essas coisas vão perdendo a importância. Afinal, o que a gente quer é que o bebezinho cresça bem e saudável, afinal, teremos o resto da vida para pintar o cabelo de todas as cores que quisermos…
O pai da barriga está longe, mas graças à tecnologia (o que não é a internet, não é, minha gente?) estamos comemorando a 20º semana. Chegamos no meio, que emoção!
(amor, te amo. Barriga e eu te mandamos um beijo e todo o amor do mundo).
Assim que a gente se descobriu grávidos, compramos um livro, a Biblia da Gravidez, que tem sido uma boa referência para entender as etapas da barriga. É bem ilustrado, e no geral os textos são bem esclarecedores. Mais recentemente, compramos o O que esperar quando você está esperando. Em termos de fotos e ilustrações, é praticamente nulo, mas tem mais textos, alguns sendo mesmo bizarros, como o quadro que explica pq as grávidas podem atrair mais insetos (!!).
Sobre o texto, ao contrário da minha teoria que justifica os insetos a mais às meias Kendall (ou similares), ele explica que as grávidas expelem mais gás carbonico e que a temperatuda corporal é maior, e por isso elas se tornam mais atraentes para este público invertebrado. Deixando claro que isso não tem a ver com falta de banho, heim! :D
Sim, nós descobrimos que queríamos mesmo ter um bebê. Podia ser meio cedo, mas quando a gente se descobriu com a mais remota possibilidade de eu estar grávida, o que antes poderia ser assustador virou algo que queríamos muito. Daquela vez não foi gravidez, mas um anticoncepcional maluco que eu estava tomando, e que bagunçou bonito os meus hormônios.
Depois disso, eu parei de tomar a pilula, estava tomando o ácido fólico e o resto vcs podem imaginar :D
O 1º mês foi tranquilo, na verdade neste mês eu ainda não sabia que estava grávida. Quando atrasou, fomos atrás daqueles testes de farmácia. Meu nervosismo era tanto que eu consegui não seguir exatamente as instruções do primeiro teste e o resultado ficou todo duvidoso. Depois disso, ainda fiz mais 2 testes, de tira-teima! A notícia era tão boa que eu na verdade custava a acreditar. Fui crer mesmo quando vi o primeiro ultrassom, o pequeno feijãozinho, quando ouvimos o coraçãozinho pela primeira vez.
O início dá um medão danado. Medo que algo aconteça, que algo saida errado. Na verdade, acho que um medinho acompanha a gravidez toda, já que sempre há riscos, porém os 3 primeiros meses são os mais delicados, nesse sentido.
Por causa disso, resolvemos segurar a notícia um pouco. Avisamos família e os chefes, e deixamos para dar a notícia para o restante da galera quando as coisas estivessem mais tranquilas. Hoje a própria barriga já dá a notícia, nem preciso mais contar as novidades :) .
Cantinho para registrar os momentos de uma barriga.