Depois de algumas semanas de gestação, acho que o filhote está maduro para apresentar ao mundo. Esse projetinho nasceu inspirado na vontade de comer melhor, mesmo com as dificuldades do dia-a-dia.

Convido a todas e todos para participar, ler, trocar idéias. A casa está aberta :)

Projeto Cozinha Materna

A idéia do projeto nasceu de uma dificuldade minha: estou sempre à caça de receitas fáceis (fáceis mesmo!) para fazer no dia-a-dia. As únicas refeições que faço em casa, durante a semana, são o café-da-manhã e o jantar. Se não me programo muito bem, o jantar fica comprometido, porque chego em casa e não tem nada para preparar. E muitas vezes o cansaço vence e tudo o que eu quero é descongelar algo e comer.

Percebi que muitas mães, assim como eu, tem dificuldade de manter uma alimentação legal no dia-a-dia por causa da rotina corrida. A gente preza pela alimentação dos pequenos, mas a nossa própria acaba comprometida, com jantares que viram lanches, congelados e outras opções não tão bacanas. E a gente sabe que os pequenos acabam seguindo os exemplos dos mais velhos: não adianta brigar com eles para comerem verduras, se a gente mesmo apela sempre para um sanduiche.

Para reverter essa situação, venho tentando coletar receitas simples, que podem ser feitas durante a semana – para que eu me programe quais serão os jantares e compre os ingredientes no final de semana, ou mesmo receitas que eu posso fazer no final de semana e congelar. Pensei que, se pudesse trocar idéias com outras mães, poderia juntar muito mais receitas com esse espírito.

Na prática, o projeto envolve uma lista de discussão (http://groups.yahoo.com/group/cozinhamaterna/), para as pessoas trocar as idéias e postar as receitas, e um blog no domínio http://www.cozinhamaterna.com.br, para publicar as receitas (todas ou parte delas, depende do volume), categorizadas e organizadas, para ser fácil de encontrar, e com a devida permissão de quem postou.  Para colaborar no blog, não precisa participar da lista, e vice-versa.

Tópicos do site – e também assuntos da lista:

1. Receitas:
Pode ser receita vegetariana, lacto-vegetariana ou mesmo carnívora.  Vale até receita de bolo ou algo mais gordo. A linha é tentar ser o mais natural possível, mas uma receita ou outra menos “natureba” também pode rolar.

A idéia é trocar receitas para atender diversos “públicos”, mas todos com uma vontade de comer melhor:

1.1 Para o dia-a-dia dos bebês: papinhas, dicas de iniciação à alimentação.
1.2 Para o dia-a-dia das crianças: receitinhas para fazer para a criançada e com a criançada.
1.3 Para o dia-a-dia dos adultos: receitas saudáveis e práticas para o dia-a-dia.
1.2 Para festas, finais de semana e eventos: categoria especial para aquele bolo com recheio ou biscotinhos de chocolate.

2. Mapa: feiras de orgânicos, restaurantes vegetarianos, lojas de produtos naturais.

3. Contatos de orgânicos que entregam e outros serviços legais.

4. Dicas de cursos e aulas: Pat Feldman, Cozinhando com a Dr. Selma, Mãzinhas na Massa, entre outros.

5. Dicas de livros e sites.

6. Convidados especiais, que irão escrever sobre receitas e hábitos alimentares.

Também rola o twitter, com dicas e novidades: http://twitter.com/cozinhamaterna

Top 10 da Alice

6 Feb 2010 In: coisas para as crianças, coisas para o bebê

Eu adooooro as musiquinhas infantis que a gente escuta com a Alice. E ela também, eu acho :D Os primeiros disquinhos da Alice foram comprados quando eu nem fazia idéia que a Alice um dia viria. Os dois primeiros são álbuns que eu escutava quando criança e adorava de paixão:

1. Saltimbancos (dá para ouvir na Rádio UOL)

2. Arca de Noé (dá para ouvir na Rádio UOL)

3. Bem brasileirinhos (da Cosac & Naify). Esse livrinho eu comprei faz alguns anos, e não me lembro porque! Estava esquecido na estante quando me deu um estalo e resolvi resgatá-lo. Eu nunca tinha ouvido o CD e adorei as músicas, são ótimas! A do bicho-preguiça deve ser a minha predileta :)

4. Canções de Ninar (na Rádio UOL): esse foi o primeiro CD do Palavra Cantada que apareceu em casa. É uma delícia, e Alice já foi muito ninada ao som desse disquinho.

5.  Vamos brincar de roda: também do Palavra Cantada. É um livro muito bacana, com as letras das músicas, e mais o CD. (também dá para ouvir aqui na Rádio)

6. Pequeno Cidadão (link para a Rádio):  vi a dica na , escutei e amei. Encomendei o CD, que ainda não chegou, e vai vir junto com o:

7. Pé com Pé (link para a Rádio):  Palavra Cantada, é muuuuito bom!

8. Vida de Bebê: esse eu comprei na Megastore, mas não consegui ouvir direito. Vou gravar um CD e depois conto se fez sucesso :)

9. Para cantar o ano inteiro, da Celelê e Relalá: ganhamos recentemente este, só consegui ouvir uma vez mas é bem simpático.

10. Projeto Guri convida: outro que ainda não tive oportunidade de ouvir, mas tem um monte de gente legal participando.

O que dá para ouvir online, indiquei a Rádio UOL. Assim, quem ficar curioso pode escutar junto com os seus pequenos :)

Nem aqui nem ali

4 Feb 2010 In: ser mãe, ser pai

Como mãe, eu me sinto praticamente um daqueles adolescentes deslocados, onde não faço parte de grupo algum. Você já se sentiu assim?

Explico:

A maternidade “convencional” acha normal cesárea, chupeta, TV, mamadeira, leite em pó, carrinho de bebê, etc, etc.

A maternidade “materna” defende com unhas e dentes o parto normal, a amamentação, a cama compartilhada, o babywearing, as comidinhas saudáveis, o banho de balde, etc, etc.

E eu não sou nem uma coisa nem outra, afeee.

Eu queria o parto normal (mas devia ter dado um pé na bunda da minha G.O. cesarista), eu amamentei o quanto deu (mas acabou a licença e o leite em pó entrou em cena), adotamos o sling de pai e de mãe, mas não quisemos a cama compartilhada. Sou fresca com as comidas da minha filha, mas dou leite em pó. Sou chata-chata-chata com as coisas dela, tipo a história da TV e dos brinquedos, minha filha passou meses só tomando banho de balde (até que o balde ficou pequeno) e aprendeu a sentar usando um bumbo, mas sei lá, uso fraldas descartáveis em vez das de pano.  Detestei a chupeta e torcia internamente para ela não pegar aquilo (e ela não pegou, eba!). Não curtia a mamadeira mas ao mesmo tempo ficava na maior apreensão: e se ela não pegar, como vai tomar leite?? (o copinho era um fiasco).

Entre as maternas, eu sou careta pra caramba. Entre os pais mais “convencionais”, eu sou bicho-grilo pra cacete. Nesse meio do caminho, fico eu. Nem uma coisa, nem outra. Ou um pouco dos dois.

(Observação muito-muito importante: não estou criticando nenhum dos lados, vejam bem. Particularmente prefiro o caminho das maternas, mas cada um sabe como melhor cuidar dos seus.)

(Obs2: Sou só eu, ou vocês também sentem saudades das motherns?)

Novo dotô

3 Feb 2010 In: minha vida de bebê

E lá fomos nós, atrás de um novo pediatra. Depois da alopatia e da homeopatia, fomos desta vez apresentado à medicina antroposófica.  Dificilmente vestiremos 100% a camisa da antroposofia, mas eu gostei muito.

Apesar de discordar de um ou outro ponto (ou, de pelo menos não concordar 100%), eu gostei demais. Não conhecia a “filosofia”, mas me encantei pela atenção, pelo tempo que o médico dispendeu com a gente, de conversar, de estabelecer um contato amigo com a Alice, brincar com ela, observar ela se movimentando livremente, das orientações de alimentação. Bem diferente de receitar Mucilon, pesar, medir, e pronto-acabou.

Se o seu dotô não se incomodar que a gente vacina e dá leite em pó para a Alice, acho que poderemos conviver super bem ;-)

Dicas culturetes

1 Feb 2010 In: coisas para as crianças

Hoje tropecei no site do Portal Cultura Infância e adorei o conteúdo. Muita coisa legal por lá!

E para quem pensa que biblioteca é coisa ultrapassada, olha que legal a nova Biblioteca de São Paulo. Estou muito a fim de ir conhecer o espaço. Para os pequenos, tem alas especiais para os até três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos.  Alternativa muito legal para ir visitar com a criançada :)

Criança, a alma do negócio

1 Feb 2010 In: ser criança, ser mãe, ser pai

Eu sou uma pessoal naturalmente horrorizada, cheguei a essa conclusão. Eu fico horrorizada em saber que bebês de 10 meses sabem a música do backyandigans (escrevi certo o nome disso?) e crianças de 2, 3 anos bebendo nesquik (ou sei lá como chama o “leite rosa”, como descreveu o pai à filha, no supermercado). Pelamordedeus, o leite é rosa e vc vai dar para a sua filha?? Meda!

Alice está quase chegando aos 11 meses. Não entende muito de TV, mantenho ela longe disso o máximo que posso. Mantenho o universo dela longe dos trademarks e copryrights. Ela tem um ou outro brinquedo assim, uma ou outra roupa com uma personagem famosinha estampada, geralmente presentes. Não sou xiita, não vou queimar em praça pública, mas tento sempre escolher o bichinho genérico. O cachorrinho, o gatinho, e por ai vai. Na comida, gosto de escolher tudo fresquinho para ela, de preferência orgânico. Legumes, verduras, carne de boa qualidade, frutinhas. Já me basta o leite em pó, que não consegui substituir por coisa melhor. Mas é a única concessão que faço, dada as circunstâncias.

Mas cuidar de um bebê é tarefa bem mais simples. Somos nós que determinamos tudo, para ela ainda não existe o querer consumir. Mas e quando começar a escolinha pra valer? Vai chegar um momento que ela vai começar a interagir com outras crianças, e como será a relação dela com esta sociedade?

Eu tenho muito medo, na verdade. Sonho com uma Waldorf para a minha pequena. Sem TV, sem produtos industrializados, sem merchandising dentro da escola.

Tem que ache que isso não é preparar a criança para o mundo. Eu discordo. Botar um pequenininho na frente da TV é apresentar um mundo que ela ainda não tem ferramentas para lidar. O que virá primeiro: a inclusão indiscriminada dessa criança num universo de consumo ou o desenvolvimento do senso crítico dela? Eu aposto um picolé que a primeira opção é a que vence.

Para quem é horrorizado feito eu, vale muito a pena ver o documentário “Criança, a alma do negócio”. A gente finalmente conseguiu assistir. Lá no site do Instituto Alana tem os arquivos para download, mas tem no YouTube também, para quem não quiser baixar.

Para quem quer um cheiro, veja o trailer abaixo. A Lúcia também fez uma entrevista com a diretora, aqui.

Meu pai e eu

Feliz Ano Novo!!

1 Jan 2010 In: life sweet life, ser mãe, ser pai

Alice - 9 meses e meio

Que delícia, um ano novo em folha! Apesar de não ser mega-ligada nessas coisas, acho gostoso esses recomeços, principalmente quando vem acompanhado de uma semana de folga super-hiper-mega revigorante.

Sou contra as listas de ano novo. Sempre pensei que quem quer fazer algo, não espera segunda-feira, não espera ano novo. Simplesmente começa a fazer. Mas essa pausa de final de ano serviu muito bem para tomar fôlego e lembrar das coisas esquecidas entre os afazeres do dia-a-dia.

2009 foi extremamente intenso. Nossa casa tomou forma de lar, e nosso lar recebeu a nossa menina. Dos 12 meses de 2009, 2 meses eu passei mega-grávida, 5 eu fiquei em casa cuidando da  nossa pequena e mais 5 tentando equilibrar a vida de mãe, dona-de-casa, esposa e todo aquele blábláblá.

Descobri que cuidar de um bebê com cólicas pode ser punk, mas que às vezes, trocaria a rotina de profissional e mãe por ser “apenas” mãe, mesmo que tenha que aguentar essas barras. Pior mesmo é ver o filhote com alguma doencinha chata e ter que tocar reunião, cumprir prazos e outras responsas profissionais.

Mas quando a gente toma fôlego, parece que o furacão nem foi com a gente. Por incrível que pareça, certas situações que foram o martírio do martírio (como as cólicas), hoje em dia em nem consigo mais me lembrar das sensações que me atormentavam. Hoje, tudo o que quero é curtir a nossa pequena, que a cada dia descobre mais um pouco do mundo. Que começa a engatinhar, que começa a ficar de pé e quer ganhar o mundo com seus pezinhos fofos. Que ganha seus primeiros dentinhos e quer comer tudo e mais um pouco que aparece pela frente. Que terminou o ano conhecendo sua priminha, com quem em breve deve aprontar muito por ai :)

Vejo como ela cresce e evolui rápido e fico até com medo de esquecer algum detalhe. Queria que todos os momentos pudessem sempre ficar frescos na memória, porque vou sentir muita falta dos abracinhos dela, dos balbucios fofos, do jeito como ela senta cruzando os pezinhos, da forma como ela pega os brinquedos e brinca, morde, bate. Da forma fofa como ela abraça meu braço quando fica com medo do porquinho do livro. De como ela dança quando ouve música. Eu sei que ela vai mudar, crescer, aprender muito mais. Mas esses pequenos momentos só acontecem agora, e eu queria nunca-nunca esquecê-los.

Nesse novo ano, eu quero mais é aproveitar. Cada momento possível com a nossa filhota. Cada momento possível com o maridão. Quero passear muito. Quero comer fora e experimentar muita coisa boa. Quero ver muitos filmes (em casa ou no cinema). Quero curtir os amigos. Quero chamar todos para vir em casa e preparar aqueles quitutes. Quero apreciar mais vinhos e outras biritas :). Quero um tempo para fazer ginástica. Quero um tempo para cuidar de mim. Mas acima de tudo, quero que a vida seja mais leve e que a gente possa se divertir mais e que eu possa ouvir mais e mais a risada gostosa da nossa pequena mocinha. Que a cada dia, torna-se cada vez maior.

E um feliz Ano Novo a todos! Que 2010 seja, ao mesmo tempo, intenso e leve a todos :)

Para brincar com as princesas e os princepezinhos da casa :) Faça suas próprias coroas!

30presentes-para-criancas

Eu adoro trabalhos manuais e queria muito-muito-muito ter mais tempo para fazê-los. Não resisti a essa lista de 30 presentes fofos para fazer para as crianças.

Os meus prediletos:

- sacola de monstro

- lunch bag

- chapéu e avental de mini-chef

- mini-porco-espinho

- mini-cinto de ferramentas

- livro de tecido

- sanduiche de pano

- bolo de feltro

- sapo

- mini-coelho

- bonecas da Mimi Kirchner (as minhas prediletas!)

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