Aula de anatomia, by Alice

16 Jul 2010 In: Alice

Já que entrei na onde de contar o que Alice fala, uma das primeiras coisas que ela começou a aprender foram as partes do corpo. Lá pelos 11 meses, a danada já sabia o que era pé, cabeça, barriga. A gente pergunta “Alice, cadê a barriga?” e ela levanta a blusa e mostra. Alice, e a cabeça? E ela coloca as mãozinhas na cabeça.

Hoje ela já acrescentou mais partes do corpo: tem nariz, tem orelha. E já começa a dar nome aos bois: pépé é o pé.

O guarda-roupa também começa a ganhar nomes. “Bruish” é blusa. Outro dia, tirando a roupa do varal, ela até se ofereceu para me ajudar. Pegou duas bruishs da mamãe e para a minha surpresa, levou direitinho para a pilha de roupas tiradas do varal :D

Alice também tem me acompanhado na preparação da janta lá em casa. Alguns dias com mais paciência, em outros sem nenhuma. Quem sabe em breve ela não começa a me ajudar também na cozinha? ;)

Mais do vocabulário da Alice

14 Jul 2010 In: Alice

Alice começa a construir seu vocabulário e a reconhecer as imagens.

Já diz au-au quando vê a imagem de um cachorro, miau quando é um gato e vruuuum quando é um carro.

Ela já pegou até amor pela foto de um cachorro que saiu em uma matéria da revista da Folha há umas 3 semanas atrás. O cachorro em questão chama-se Batata e ela já aponta para a figura e fala “Tata” :)

O “vocabulário” gastronômico dela também começa a se expandir. Experimentou uma esfiha e alucinou (era uma boa esfiha, não era Habib’s não! :D). Deu uma lambidinha no sorvete de jabuticaba e de tangerina e estranhou o geladinho.

Eu vibro com cada coisa que vejo ela aprender e sempre me espanto quando vejo fotos um pouco mais antigas, de um, dois meses atrás, como ela cresce rápido.

Ma-mãe! Pa-pai!

12 Jul 2010 In: Alice

Alice começa a balbuciar suas primeiras palavras compreensíveis (para a gente, claro :D). Bola é “bó”, acabou é “bô”. Tchau é “tau” (essa já é mais fácil né :D). Agora, o que ela está pronunciando e alto e bom som, para todo mundo ouvir, é mamãe e papai. A coisa mais fofa, ela passa o dia chamando a gente :)

(Já não tão fofo é saber que ela aocrdou de manhã e ficou me chamando, mas eu não estava lá :( – explico: eu saiu cedinho para ir trabalhar, e ela sempre está dormindo no horário que eu já sai…)

Você não é incompetente. Você é mãe.

2 Jul 2010 In: ser mãe

Sem querer ser repetitiva, mas já sendo, achei esse cartaz elaborado pelas meninas do Grupo Cria ge-ni-al. (clique na imagem para vê-la em tamanho grande)

Você mãe conhece bem a sensação. A gente pode se desdobrar em 50 e fazer duzentas coisas por dia e nunca-nunca parece que é suficiente. Sempre falta algo, sempre escapa algo. A sensação de ser incompetente é permanente. Pena que só mãe para saber o que é isso, porque para todo o resto, isso pode parecer só drama.

Corre, mãe, corre

29 Jun 2010 In: ser mãe

Mãe corre, mão corre. É tanta coisa, é casa, é roupa pra lavar, é louça, é comida, é bagunça na sala. É tentar ser mais mulherzinha, fazer as unhas, cortar cabelo, seguir a dieta da nutricionista. É trabalhar e dar conta de todos os prazos e ainda ter idéias, e colaborar e participar.

Alice vai bem (tirando a tosse chata). A mãe tenta ir tão bem quanto a Alice, heheheh. Às vezes, quase sempre, sumo daqui. Às vezes preciso respirar e espairecer, ai volto pra cá. Não dá tempo de elaborar muita coisa, por isso meus posts que não contam muitas histórias, mas divulgo aqui as boas iniciativas que encontro.

Nesse momento, divulgo aqui o Grupo Cria, para mães como a gente, como todas nós, que corre-corre, quer ser mulher, mãe, profissional e dar conta de tudo e mais um pouco.

MANIFESTAMOS PELA MATERNIDADE

E, portanto, pela liberdade de sentir. De seguir os instintos. De viver em plenitude emoções e sentimentos totalmente femininos. Pois negá-los, seria abrir mão daquilo que faz da mulher, um ser único.

Manifestamos pelo direito de cada mulher escolher o papel que melhor lhe cabe no momento. Sem se sentir pressionada, desmerecida ou julgada pelo que decidiu não ser.

Manifestamos por parir de forma saudável, humana e tranquila e que essa seja uma decisão consciente da mãe. Amparada por uma equipe de profissionais da saúde que a respeitam, orientam, acompanham e zelam pelo bem estar dela e do bebê.

Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.

Manifestamos pela aceitação da metamorfose e da mudança de valores que a chegada de uma criança proporciona na vida de qualquer adulto. E pela valorização desta transformação na sociedade, como contraponto para a cultura do egoísmo e da juventude eterna.

MANIFESTAMOS PELO ATIVISMO ANÔNIMO E INCANSÁVEL DAS MÃES

Nas trincheiras domésticas de uma sociedade cada vez mais dominada pelas leis cruéis do mercado.

E apoiamos as mães que questionam. Que boicotam.

Que compram e deixam de comprar. Que sabem o que servem à mesa e o que jogam no lixo.

Que desligam a TV, controlam o videogame e a quantidade de açúcar.

Mães que tentam proteger a infância e não desistem diante do bombardeio de mensagens que estimulam a erotização e o consumo precoces.

Mães que empreendem, que inventam, que abrem mão, que buscam alternativas, que assumem o vazio e a sobrecarga. E promovem viradas.

Mães que brigam por uma escola melhor, mais humana e significativa; pública ou privada.

Que pensam globalmente e agem localmente, casa a casa, família a família.

E que administram seus lares, como se ali começasse a mudança que desejam para o planeta.

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O Grupo Cria é uma iniciativa das meninas do Desabafo de Mãe, Futuro do Presente, Ombudsmãe e Pipocando.

Babies

29 Jun 2010 In: minha vida de bebê

Muito a fim de ver esse documentário! Dica da Ana.

Fica CICAS!

2 Jun 2010 In: coisas para as crianças, ser criança

Lá venho eu pidonhar ajuda de novo! :) Minha cunhada trabalha voluntariamente nesse centro comunitário. Acompanhei o projeto desde o início (ou quase isso) e acompanho a evolução dele. É muito bacana ver como eles revitalizaram o lugar e o que eles proporcionam para as crianças e jovens da comunidade próxima.

Só que é ano eleitoral e os nossos amados políticos, em vez de dar uma força para uma iniciativa bacana dessas, querem desapropriar o lugar para outra finalidade. Só que o destino muito provável é o lugar voltar a ser abandonado ao deus-dará.

Quem puder colaborar, a gente pede uma força para preencher o abaixo-assinado, para que isso não aconteça: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6236

beijos e obrigada!
Lu

———- Forwarded message ———-

cAROS Amigos,
Dando encaminhamento a diversas estratrégias adotadas em reunião pelo grupo Gestor do CICAS a fim de buscarmos caminhos para o Firmamento e Regularização definitiva do Espaço, bem como criarmos registros e apoios que nos armem, contra o terrorismo politico e em defesa da multi-cultura e da livre expressão que desde o princípio, nortearam as ações
do CICAS.
Através desta carta, convido-lhes a fazer parte do Abaixo-Assinado on-line FICA CICAS! que está a disposição no:
É coisa rápida e pode fazer toda a diferença!
Divulguem em seus Contatos, blogs, twitter, orkut, enfim…
E aos que já tiveram um contato mais próximo com nossos trabalhos, deixem tbm um depoimento sobre a iniciativa em campo opcional no Abaixo.
Sua colaboração movimenta e incentiva nosso Trabalho, desde já agrademos por fazerem parte disto!
____________________________________________________________________
Resumo da Iniciativa:
CICAS – centro independente de cultura alternativa e social
Sob um centro Comunitário abandonado há anos pelo descaso social e politico, o Grupo CICAS, através da mobilização e ação comunitária, recupera e estrutura o local, transformando-o em uma nova opção de entretenimento, formação, informação para a comunidade e convidados. Solidificando em um novo ambiente, um espaço de livre expressão e comunicação cultural.

O Grupo tem como intuito a modificação social através da promoção da cultura, e desde o início da ação, é mantido pelas ações dos próprios artistas envolvidos na iniciativa.

E localizado ao lado Terminal de Cargas Fernão Dias, um dos maiores da América Latina, trabalhamos junto a comunidade, o resgate histórico do bairro Jardim Julieta, que abriga nosso projeto, sito a Avenida do Poeta, 740, bem como trabalhamos em defesa dos direitos ambientais e de saúde da comunidade.

Hoje podemos contar com:

* Biblioteca – Com vasto acervo da literatura independente e clássicos da leitura.

* Studio Musical de Gravação (Comunitário) – As bandas que recebem nossos serviços de gravação e produção gratuitamente, retornam o beneficio ao espaço, propondo serviços voluntários ao projeto.(como oficinas, manutenção, abastecimento, e afins)

* Almoço comunitário Gratuito em todos os eventos.

* Cine Clube – com debate, pipoca e suco Grátis

* Oficinas e Cursos Fixos: Inglês (para adultos)/ Teatro de Rua/ Circo/ Música/ Desenho com acompanhamento pedagógico/ Capoeira/ Oficinas Ambientais (compostagem, plantio, minhocario)/ Oficinas Literárias e recreativas.

* Além de grandes Festivais, Debates especiais, Palestras, Saraus e Eventos Comemorativos.

Os resultados alcançados nos três anos de trabalho, é bastante satisfatório, e vem cada vez mais atingindo os mais variados públicos e em maior quantidade, o que tem sido fundamental para a continuidade e estabilidade da iniciativa que busca em comunhão com a comunidade a Legitimidade do Centro Independente de Cultura Alternativa e Social.

www.projetocicas.blogspot.com


snapshots

31 May 2010 In: Alice

Minha futura pianista ;) e que experimentou seu primeiro bolinho doce da vida.

A volta dos que não foram

29 May 2010 In: ser mãe, ser pai

Provavelmente toda mãe que trabalha fora já passou por uma situação dessas: o dia do surto. Que obviamente não é um dia, mas é uma idéia que vem cozinhando na cabeça há tempos: a de pedir as contas e ser “apenas” mãe. Até que chega um momento que a mãe, estressada, cansada, sobrecarregada, decide ir às vias de fato e toma uma atitude: pede demissão. Só que ai, em vez de ficar mais tranquila, ela começa a ficar mais neuras. Porque ela percebe que isso não vai adiantar nada, ou melhor, que ela vai trocar um problema por outro.

Ser mãe numa cidade feito São Paulo, trabalhar e não ter exatamente muita ajuda no dia-a-dia (família, empregada ou babá) é realmente uma maratona diária. Faz parecer o treinamento da tropa de elite brincadeira de criança (há, quero ver o Capitão Nascimento esquentando a janta com uma bebê esperneante no colo, depois de pegar 1 hora de trânsito para voltar para casa, após um dia bem corrido de trabalho, e depois encarar a louça, a janta dos adultos, a roupa para lavar, a bagunça da casa…).

(Para minha enorme sorte, o maridão ajuda pra caramba. Fico imaginando as pobres mães cujos maridos não fazem nada em casa, não ajudam com os filhos. Ninguém merece né!)

Só sei que essa rotina foi me deixando cada vez mais no stress, até o momento que virei para o chefinho e pedi para sair. A recruta zero aqui não aguentou. Sou mãe mas também sou gente!

Muito papo, muita terapia, e no final conseguimos achar algumas alternativas. E assim dei bye-bye para a minha futura vida de desempregada-e-mãe.

Alguns problemas continuam, como as férias da escola da Alice (a escola tira 5 semanas de férias em julho). Não sei como faremos nesse período, de verdade. Mas cheguei à conclusão que prefiro lidar com estes problemas do que com a falta que o trabalho me faria. E não apenas o trabalho me faria falta (eu posso ser freela, tranquilamente – se é que “tranquilamente” e “freela” são palavras que andam juntas), mas eu fico deprê de trabalhar sozinha. Eu gosto da muvuca da firma!

Fiquei pensando que deveria ter um grupo de ajuda, tipo A.A, que reunisse as mães que trabalham fora, mas do jeito que nenhuma deve ter disponibilidade de horário, esse grupo nunca conseguiria se encontrar…  :P

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