Estou passando a semana na casa dos meus pais, por isso a ausência por aqui. Além de ficar um pouco mais difícil ficar no computador, as cólicas da Alice ainda deram uma caprichada, como se isso fosse possível (eu sei, pra pior não tem limite). A Giovanna descreveu bem a sensação que dá de vez em quando, a de desistir de ser mãe. Porque tem uma hora que vc se cansa tanto, mas tanto, que nem dá para acreditar que isso um dia vai passar e que a gente vai aguentar mais um dia nessas.
De dia da mães, ganhei presente duplo: passeio pela Oscar Freire e melissas, eba! Alice teve seu primeiro contato com o mundo féxion-perua :) e a mãe da Alice saiu feliz da vida com dois pares novos de melissas, lindos, lindos, lindos, que ela mal vê a hora de estrear.
Aliás, fica a dica para quem é de São Paulo: a Oscar Freire é um ótimo passeio para ir com bebês. As calçadas são novinhas, sem buracos, rebaixadas nas esquinas, ótimas para carrinhos de bebês. Em horários tranquilos, como domingo à tarde, é uma boa pedida para tomar um ar fresco e sorvetes com os pequenininhos :)
… pesando 4,350 kg!
… medindo 56 cm!
… dando muito sorrisos!
De presente (de grego) ganhou muitas vacinas. Não uma, não duas, nem triplice, mas uma hexa (haja vacina) e mais algumas gotinhas. Tadinha da mocinha, que dó! Mas foi muito valente, nosso pinguinho de gente :)
Quem acompanha isso não deve aguentar mais o assunto cólicas. Para entender melhor o drama: desde o dia 27 de março Alice tem cólicas. No começo, eram umas poucas horas por dia, 1 ou 2. Essa quantidade de horas foi aumentando e passou um tempo estável. Começava lá pelas 18h30 a 20h30 e ia até umas 23h. Algumas poucas vezes, indo até as 2h da madruga.
Depois do dia 17 de abril, a coisa começou a ficar descontrol. Nesse dia, as cólicas começaram lá pelas 15h e foram até a noite. Dai em diante, começaram cada vez mais cedo, até que entrou numa rotina de começar lá pelas 8h da manhã e ir até umas 23h, uns 5 dias por semana. Nesses dias de cólica, ela dorme pouquissímo, tipo tira umas sonecas de meia hora no máximo. Uma ou outra vez consegue dormir uma hora inteira. Alguns dias contabilizei um total de 3 horas de sono dela, dentro desse período de 15 horas de cólicas diurnas.
Cólica não tem remédio, é um processo que o organismo tem que passar, onde o sistema digestivo “aprende” a digerir. Nem todo bebê tem e nem toda cólica é descontrol desse jeito. Não atrapalha o crescimento, não atrapalha a amamentação, só deixa o bebê cansado e a mãe com os nervos em estado de frangalhos. Nestes dias punks, eu devo dizer que fiquei/fico bem mal, bem estressada e cansada. Eu, que nunca fico resfriada, acabei pegando um resfriado chatinho, e sem sair de casa, praticamente!
Sobre os paliativos, existem vários:
- o mais eficiente: colo. O mais cansativo também, mas o calor do nosso corpo e o contato fazem um bem danado para o bebê.
- sling: muito bom também, mas é mais eficiente quando o bebê é colocado antes das crises de cólica. Durante não é bom. Mais irrita o bebê que ajuda.
- bolsa de água quente/fraldas quentinhas na barriga: ajuda, às vezes. Nem sempre deu certo.
- paliativos alopáticos: Luftal e paracetamol. Às vezes pareciam ajudar, às vezes não davam em nada.
- regular a alimentação da mãe: desde que a Alice nasceu, passei a ter uma alimentação mega-regulada, para voltar a caber nas minhas calças. Não passo fome, como coisas super-saudáveis, tudo para ter uma amamentação boa e ao mesmo tempo perder os quilos extras. Com isso, acabei também eliminando os excessos, e estou evitando coisas que em geral eu já não como. A única coisa que não cortei foram alguns laticínios, como iogurtes. Sinceramente, não vi muita ligação entre alimentação e as cólicas. Comer ou não comer não pareceu influenciar muito as cólicas da Alice.
- banho de balde: a Alice adora, e de fato um bom banho quentinho acalma. Porém, é só tirar da água quentinha para a calma ir embora…
- massagens: descobrimos que o bom é fazer quando ela não está com cólica, para ajudar o sistema digestivo a funcionar melhor. Na hora da cólica, só irrita mais.
- chá de erva-doce: uma xícara de manhã e outra à tarde, para a mãe, não para o bebê! Funciona como um Luftal natural, que vai um tanto para o leite. Parece que ajudou um pouco sim.
- deixar o bebê de bruços, apoiado no braço. Com o pai, dá super certo. Comigo, fracasso total.
Nossa última tentativa foi o pediatra homeopata. Eu nunca experimentei a homeopatia, mas vamos ver o que rola.
Na verdade, eu descobri que o melhor remédio ever para cólica é um só: ajuda. Ter alguém para ajudar, dividir as tarefas domésticas e os colos é a melhor coisa! Alivia o stress, e isso faz a maior diferença para o bem estar de todos. Desde que passamos a tomar esse remedinho por aqui, as coisas melhoraram bastante.
Se serve de consolo, um dos nossos livros, o “O que esperar do primeiro ano”, diz, na parte das cólicas, que “As crianças que choram vigorosamente quando bebês parecem ter uma probabilidade maior de resolver problemas com mais vigor e atividade quando engatinham do que os bebês de choro fraco.”. Se isso for verdade, Alice será uma verdadeira gênia para resolver os tais problemas ;)
Blog legal com várias dicas consumistas para a mamãe: http://mamaevaiascompras.blogspot.com/
No pique heavy-metal que anda a cólica da Alice, achei bem a calhar estes modelitos rockeiros. Brincadeiras à parte, adorei estes bodyzinhos feitos pelo Vagner, muito bacanas! A Mini-Humanos também tem bodies rockeiros, muito bonitos por sinal, mas na minha humilde (e pobre) opinião, tem que ter muita coragem para pagar 49 contos num body :P

Oficialmente, agora a Alice sorri! Adora um colo, adora que conversem com ela, se abre toda em sorrisos :)
Legenda: na foto, com o avô e o bisavô ao fundo.

Alice em seu “ofurô” :) Presente do pessoal do Babel! Valeu, galera, a mocinha adora ficar de molho no baldinho! :)
Hoje estou podendo escrever horrores aqui. Incrível como maternidade dá assunto, por isso que mães só falam de filhos – pq rola assunto pra chuchu!
Mas então, estou aqui, podendo escrever muito, pq as cólicas da Alice – até o momento – estão dando uma trégua. Isso pq resolvi partir para a terapia do babywearing. Antes que as cólicas resolvessem possuir o pobre corpinho da Alice (mas quando ela estava naquele clima de “vou ficar com cólica”), coloquei ela no sling. O tratamento é ótimo, não tem contra-indicação, é quentinho e ficamos eu e a mocinha muito mais tranquilas.
Ainda não virei expert no assunto “sling”, mas a minha intenção é dar o tratamento algumas horas por dia. Como diz lá no site do Dr. Sears (aliás, ótimo site que conheci pelo blog da paca):
10. Babywearing. Anthropologists who have studied infant care practices throughout the world have noted that carried babies tend to fuss less. We use the term “babywearing” because wearing means more than just picking up a baby and putting her in a carrier when she fusses. It means carrying a baby several hours a day, before baby begins to fuss. Carrie, a mother in our practice, had a colicky baby who was content as long as she was in a sling. But Carrie had to return to work when her baby was six-weeks-old. I wrote the following “prescription” to give to her daycare provider: “To keep Tiffany content, wear her in a sling at least three hours a day.” One of the theories about colicky behavior is that it’s a symptom of disorganized biorhythms. During pregnancy, the womb automatically regulates baby’s systems. Birth temporarily disrupts this organization. The more quickly a baby gets outside help with organizing these biorhythms, the more easily she adapts to life outside the womb. By extending the womb experience, the babywearing mother and father provide an external regulating system that helps to organize baby. In comforting colicky babies, it helps to think of the womb experience as lasting eighteen months – nine months inside the mother, and nine months outside.
Fora que estou percebendo que a posição do bebê no sling facilita a eliminação de gases, o que alivia bastante as dorzinhas da barriga. Sling é muito melhor que Luftal!
Não sei se é pq viramos pais, se os relógios biológicos nossos e de nossos amigos começaram a gritar, ou se simplesmente todo mundo resolveu ter filho agora, mas tenho a impressão que, para todo lado que olho, vejo grávidas e bebês :) Uma das minhas supresas foi passar no blog da pacamanda e descobrir que a paca teve filhota. Sempre gostei dos textos da Letícia e as descrições dela sobre gravidez e maternidade são sempre divertidas (mesmo que as situações não sejam exatamente engraçadas).
PS: eu me identifiquei com ela sobre se sentir desnaturada e não aguentar mais estar grávida. No final, lá nas 38 semanas, não aguentava mais aquele barrigão… Ao contrário de um monte de grávidas que sentem falta da barriga, eu confesso que fiquei feliz de não tê-la mais :P
Cantinho para registrar os momentos de uma barriga.