Mãe corre, mão corre. É tanta coisa, é casa, é roupa pra lavar, é louça, é comida, é bagunça na sala. É tentar ser mais mulherzinha, fazer as unhas, cortar cabelo, seguir a dieta da nutricionista. É trabalhar e dar conta de todos os prazos e ainda ter idéias, e colaborar e participar.

Alice vai bem (tirando a tosse chata). A mãe tenta ir tão bem quanto a Alice, heheheh. Às vezes, quase sempre, sumo daqui. Às vezes preciso respirar e espairecer, ai volto pra cá. Não dá tempo de elaborar muita coisa, por isso meus posts que não contam muitas histórias, mas divulgo aqui as boas iniciativas que encontro.

Nesse momento, divulgo aqui o Grupo Cria, para mães como a gente, como todas nós, que corre-corre, quer ser mulher, mãe, profissional e dar conta de tudo e mais um pouco.

MANIFESTAMOS PELA MATERNIDADE

E, portanto, pela liberdade de sentir. De seguir os instintos. De viver em plenitude emoções e sentimentos totalmente femininos. Pois negá-los, seria abrir mão daquilo que faz da mulher, um ser único.

Manifestamos pelo direito de cada mulher escolher o papel que melhor lhe cabe no momento. Sem se sentir pressionada, desmerecida ou julgada pelo que decidiu não ser.

Manifestamos por parir de forma saudável, humana e tranquila e que essa seja uma decisão consciente da mãe. Amparada por uma equipe de profissionais da saúde que a respeitam, orientam, acompanham e zelam pelo bem estar dela e do bebê.

Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.

Manifestamos pela aceitação da metamorfose e da mudança de valores que a chegada de uma criança proporciona na vida de qualquer adulto. E pela valorização desta transformação na sociedade, como contraponto para a cultura do egoísmo e da juventude eterna.

MANIFESTAMOS PELO ATIVISMO ANÔNIMO E INCANSÁVEL DAS MÃES

Nas trincheiras domésticas de uma sociedade cada vez mais dominada pelas leis cruéis do mercado.

E apoiamos as mães que questionam. Que boicotam.

Que compram e deixam de comprar. Que sabem o que servem à mesa e o que jogam no lixo.

Que desligam a TV, controlam o videogame e a quantidade de açúcar.

Mães que tentam proteger a infância e não desistem diante do bombardeio de mensagens que estimulam a erotização e o consumo precoces.

Mães que empreendem, que inventam, que abrem mão, que buscam alternativas, que assumem o vazio e a sobrecarga. E promovem viradas.

Mães que brigam por uma escola melhor, mais humana e significativa; pública ou privada.

Que pensam globalmente e agem localmente, casa a casa, família a família.

E que administram seus lares, como se ali começasse a mudança que desejam para o planeta.

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O Grupo Cria é uma iniciativa das meninas do Desabafo de Mãe, Futuro do Presente, Ombudsmãe e Pipocando.