
(clique para ver em tamanho grande – não sei a origem dessa imagem, se alguém souber e puder me indicar, fico muito grata!)
Tem coisa melhor que livro? Tem coisa tão boa quanto livro, com certeza, mas melhor, sei não :)
Sem muita pretensão de nada, desde que a Alice interagia mais com as coisas, ou seja pegava os brinquedinhos, os chocalhos, providenciamos uns livrinhos de bebê para ela. Aqueles de plástico, papel cartonado (mais duro, não rasgável) e pano. Eram livrinhos muito mais com caráter de brinquedo do que livros propriamente ditos – mesmo porque, no geral, as histórias que eles trazem é meio fraquinha demais. Uns nem história têm, fica num tal de nome das coisas, que não tem lá muita graça.
Acho que até a própria Alice chegou a essa conclusão e começou a preferir os livros “de verdade”. Tenho alguns livros infantis em casa – sempre comprei um ou outro por causa das ilustrações e qualidades gráficas (e até por causa das histórias :), e comecei a ler para ela. Alguns ainda não rolam, é texto demais para atenção de menos :) Nesses casos, invento uma história com base nas imagens. Alice adora, e adora ajudar, folheando os livros.
Agora, nem todo livro “alternativo” precisa ser fraco das histórias. Claro que tem uns muito bacanas. Outro dia conheci o trabalho da Ana Luiza e achei o máximo os livros de pano que ela faz, além dos dragões-fantoches maravilhosos.
Outra coisa engraçada que acontece lá em casa é que há livros ao alcance dela, mas não intencionalmente. As prateleiras mais baixas das estantes, cheias de livro, são um prato cheio para ela. A gente tenta controlar o acesso, porque senão ela acaba rasgado as páginas sem querer. Mas é inevitável, e ela acaba fuçando nas coleções de pó e ácaros que temos :) (digo isso porque não tem coisa que junte mais pó que livros, jisuis!).
Uma experiência que ainda não tivemos foi levar a Alice para alguma livraria bacana, que tenha um ambiente legal para crianças. A Livraria da Vila e a Cultura são duas que oferecem um espaço muito legal para os pequenos, mas conheci recentemente, via web, a Panapaná, que é uma livraria infantil. Eu pirei com a proposta, muuuuuito legal, afinal eu nunca tinha visto uma livraria exclusivamente para crianças. Lá não tem apenas livros, mas brinquedos bacanas e oficinas muito interessantes. Já fiquei de olho para poder levar a Alice quando ela for maiorzinha. O blog deles tem muito conteúdo interessante também.
Mais? A Ana Terra é ilustradora, atriz, contadora de histórias e tem um blog lindo, cheio de dicas de livros infantis.
E para quem quiser inventar histórias usando a web para compartilhar com outras pessoas, além dos próprios pimpolhos, tem esse site fofo, o Storybird, onde vc pode montar histórias num formato colaborativo. Se você for ilustrador, pode disponibilizar seu trabalho. Se vc quer contar histórias, escolha suas imagens (ou poste as suas) e escreva a história. Infelizmente tudo que vi estava em inglês. (essa dica veio do blog da Liv Cultura).
Mais sugestões? Seguem algumas listas para a gente se esbaldar:
- Lista de livros infantis compilados pela Lu Misura
- Biblioteca básica: 204 obras para ler dos 2 aos 18 anos compilados pelo site Educar para Crescer, da Ed. Abril.
Cantinho para registrar os momentos de uma barriga.
Patricia
March 28th, 2010 at 2:39 pm
Adoro ler. Amo literatura infantil. Conto histórias nas horas vagas. Meu marido é um leitor contumaz. Temos uma boa biblioteca (incluisve com mais de 150 livros infantis) em casa. Meu filho mais velho começou a ler aos 4. Aos 8 disse com todas as letras: “Não gosto de ler. Odeio ler qualquer livro”. Entendi a mensagem e disse: “Gosto não se discute, lamenta-se!”. Leu quatro livros no ano passado porque a escola mandou. Este ano, o danado já leu, além dos livros de leitura compartilhada, dois livros inteiros porque a escola pede que eles escolham na biblioteca um por mês (qualquer um) e que apresentem um trabalho sobre a obra. Acho ótimo porque hábito se constrói assim, no dia-a-dia.
Mas sinto muito, muito, mas muito mesmo que não exista o mesmo foco, campanha, para o gosto pela matemática. Esse mesmo filho não cansa de repetir, há dois anos, o quanto odeia a matemática. Que tal uma campanha: “Matemática é muito bom!” Aliás, numa reunião da escola no ano passado perguntei: “Por que vocês não nos dão dicas para incentivar nossos filhos, além de gostar de ler, gostar de matemática?” Para a minha surpresa, a professora sorriu e ficou sem jeito e sem saber o que que responder. Confirmei ali que escola, apesar do trabalho magnífico com a leitura, não se dedica também a desenvolver nos alunos e pais o gosto pela matemática. Este ano, percebi que a matemática está recebendo mais atenção. Ufa!
beijos
PAtricia
Beijos
PAtricia
luterceiro
March 30th, 2010 at 1:28 pm
Oi Patricia,
Adorei a sua sugestão, e vc está coberta de razão! O negócio não é não ter as campanhas de incentivo à leitura, mas realmente, bem que poderiamos acrescentar as de incentivo ao gosto da matemática. Eu mesma (infelizmente) detesto matemática, uma pena. Como o pai da Alice é muito bom em exatas, espero realmente que a gente consiga incentivar esse lado com a Alice. Mas que isso poderia ser mais incentivado em larga escala, com certeza deveria!