Esse video rolou lá no Luluzinha, via @GabiButcher. Quem é mãe de menina sabe que o universo infantil feminino é inundado de rosa. Toda mãe de menina passa por isso (na hora lembrei desse post da Mari), não tem escapatória.

Toda mãe passa pela seguinte cena: entra na loja de roupas de bebê e a primeira pergunta que “popa” é: “é menino ou menina?”. Mas que cazto, quem disse que menina não usa azul, verde, cáqui ou whatever? No início, eu tinha o maior pudor e fazia questão de equilibrar muito bem o guarda-roupa da Alice. Acontece que eu gosto de rosa, lilás e tons afins, mas adoro várias outras cores. Nessa onda, eu fazia questão de escolher bem o que a minha filhota ia usar.

Depois dessa etapa, eu estava num pique muito mais prático. Eu precisava de roupas para a Alice, em quantidade. Então eu ficava muito mais de olho no preço das etiquetas, se a malha era boa, se a costura não ia incomodar, se não ia soltar botão ou algo assim. Eu precisava de volume, de boa qualidade, e da cor que fosse. Claro que houve ai uma inundação de roupas rosa e pink. Foi a fase onde a Alice foi apelidada por mim de “bicho-de-pé“, já que ela estava sempre parecendo um daqueles docinhos rosas.

bicho_de_pe

E ai vi esse video e essa campanha que alerta que o rosa não é só enjoativo, mas esse movimento de pinkification também inibe as meninas. Elas passam a escolher carreiras menos desafiadoras e a deixar passar oportunidades. O movimento prega que o universo de brinquedos infantis rosas apresentam um universo mais limitado, enquanto que os meninos possuem um universo mais amplo e desafiador, com mais possibilidades.

Se é verdade, não sei bem, mas que esse excesso de rosa definitivamente não faz bem, isso não faz mesmo. É tanto rosa que a gente fica diabética só de entrar nessas lojas.

Video: “‘Pink stinks’ urges shop boycott” e “Ban pink gifts for girls, says mother”

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