Tita comentou aqui sobre uma coisa que tive muito nesse começo com a Alice: a sensação de “o que foi que eu fui inventar??”. Quando a Alice nasceu, nos primeiros tempos, eu tinha essa sensação frequentemente. Era como se eu não tivesse nenhuma vocação para ser mãe (mas tendo essa certeza só depois que a Alice nasceu, ou seja, onde fica o setor de trocas e devoluções?? ahhhh), como se eu não fosse dar conta e a sensação de “jisuis, que que eu fui inventar?”, tudo isso junto, mais os hormônios da amamentação rolando forte.

Ou seja, eu chorava por tudo. Chorava se a Alice fizesse cocô, ou se não fizesse. Chorava para amamentar, chorava porque não dormia, chorava com as cólicas, chorava porque a Alice chorava (e virava uma sinfonia, as duas chorando). Tinha certeza que eu não iria dar conta. Como comentou a Roberta aqui, esse começo é realmente de lascar.

Uma coisa que ajudou foi descobrir que eu não era a única a me sentir assim. Descobri que outras mães passaram pelo mesmo, o que me confortou e me fez sentir menos freak.

Cada bebê é de um jeito, a gente sabe. Tem bebê que é um anjo logo de cara, tem outros que em um mês tá tudo lindo. Com a Alice foram os 3 primeiros meses, contadinhos no calendário (de novo, a teoria do quarto trimestre!).

Eu me lembro do maridão, ainda na maternidade, olhando para a nossa pequerrucha, com os olhos cheios d’água. Mas eu não conseguia ter essa reação, era mais a sensação de espanto e de apreensão diante de tanta coisa nova que estava acontecendo. Eu acho que só fui ter esse mesmo sentimento quando, depois desses 3 meses, me peguei brincando com a Alice e ela toda risonha e faladeira, “conversando” comigo. Nesse momento, foram os meus olhos que se encheram de água e cai na real sobre a coisa mais fofa que agora fazia parte da nossa vida.