A rainha Denize escreveu um ótimo post sobre o infame livro da Maria Mariana e aproveitou e contou sobre seu parto e o que veio depois. Como uma boa rainha, Denize teve um parto natural, bonito, com parteira e tudo o mais, mas o que achei mais interessante foi ela contar que, mesmo passando por todo o processo do parto, que nada garantia a ela que seu filho fosse se tornar um ser humano melhor ou mais evoluido.

Eu estava pensando nisso já faz um tempo. Quando rolou a cesárea, eu fiquei bem chateada com o assunto. Acho que, de certa forma, me sentia menos mãe por causa disso. Depois, no calor das trocas de fralda, das noites amamentando, das dificuldades com as cólicas, comecei a perceber que o parto é uma pequeníssima parte do processo. É uma parte super importante, porém ele é uma parte. Passar por um parto normal ou uma cesárea, na verdade, não iria me tornar uma mãe melhor ou pior.

Numa perspectiva maior, antes do parto a mulher já passou por 9 (normalmente) longos meses de gravidez. E depois ainda vai passar por muitas e muitas coisas, por muito e muito tempo (se tudo der certo!). E as dificuldades de ser mãe, todas nós passamos por isso, não importa o parto.

Tem aquela velha frase que diz que quando nasce um filho, nasce também uma mãe. O parto dos filhos é rápido, dura algumas horas. Já o nascimento da mãe, na minha opinião, demora muito mais. Acontece todos os dias, todos os dias a gente nasce um pouco mais como mãe.